SINCLAPOL

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BASTA - POLÍCIA EXIGE RESPEITO.

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Em função da desinformação dos motivos da prisão dos Policiais Civis na última semana, a exemplo do que vem ocorrendo nas prisões solicitadas por este “Grupo Especial”, o Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná, vem a público se manifestar no seguinte sentido:

O SINCLAPOL, através desta, busca fazer a defesa dos Policiais Civis e da Instituição Policial, que vem sendo atacada e lançada a lama por interesses institucionais, políticos e pessoais. Já no caso individual, a incompetência e o afã em atuar, como uma polícia da Polícia, facilita o trabalho de seus defensores, pois basta analisar as estatísticas (condenações) para comprovar a citada incompetência.

De maneira alguma coadunamos com a ilegalidade, não damos guarida a quem quer viver a margem da Lei, mas damos a total assistência aos Policiais atingidos por injustiças, principalmente as deste “grupo”.

Temos os mesmos direitos de todo cidadão brasileiro, mas somos diferenciados, porque não dizer, discriminados, pelo simples fato de sermos Policiais Civis. Queremos respeito e os mesmos direitos e garantias do cidadão comum. Simples assim.

A importância do Ministério Público é inconteste, mas como respeitar em uma instituição que se considera acima da Lei? Como acreditar em uma instituição que mente e continua mentindo para alcançar seu objetivo institucional? Como dar credibilidade a quem usou a Polícia Civil para se proteger quando, covardemente, se omitiu a responsabilidade de seus atos? Uma mãe chora até hoje a morte de seu filho em Londrina.

Onde está o controle externo da atividade do Ministério Público? Não existe, pois, por força de lei absurda, somente o M.P. investiga o M.P. (LEI COMPLEMENTAR Nº 75, DE 20 DE MAIO DE 1993 e LEI Nº 8.625, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1993), e ainda querem falar em impunidade.

Receber auxílio alimentação retroativos a maio de 2004 e manter este benefício, criado e destinado a pessoas de baixa renda, tendo uma remuneração superior a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) é no mínimo uma afronta aos trabalhadores paranaenses que, através de seus esforços e impostos, pagam esta mordomia.

A prisão infundada e arbitrária de Policiais Civis será combatida e cobrada em todas as esferas possíveis, dentro da mais estrita legalidade, pois “fiscais da lei” que só conseguem enxergar crimes nas condutas alheias, têm que olhar seu próprio passado.

André Luiz Gutierrez

Presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná

 

DIVISIONAL SERÁ RESPONSABILIZADO POR CARCERAGEM ILEGAL.

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O Delegado Walter Baruffi já foi notificado sobre a ordem, dada por ele, em recolher na carceragem do 12º Distrito da Capital, 09 presos oriundos do C.I.A.C. e será responsabilizado, administrativa, cível e criminalmente.

O fato de esta carceragem estar interditada pela justiça e com ordem de remoção de todos os presos tornou esta determinação ilegal, colocando os Policiais Civis em desvio de função e ainda, incorrendo em crime de desobediência a ordem judicial.

“Não podemos aceitar mais este tipo de imposição, pois ordem manifestamente ilegal não se cumpre”, frisou Gutierrez.

E retaliação a esta atitude contrária aos interesses da instituição e dos Policiais Civis será dada em breve, com o fechamento de mais Delegacias que mantém ilegalmente presos condenados e provisórios em suas carceragens.

 

POLICIAIS NÃO SÃO MÁQUINAS DE SEGURANÇA. - POR MARIA CECÍLIA DE SOUZA MINAYO

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Dentre os assuntos tratados pela mídia a partir da divulgação do Anuário de Segurança Pública de 2013, destaco um ainda não tocado: a pessoa do policial. Não falo dos policiais corruptos que cruzam a linha tênue entre o crime e sua coerção. Refiro-me à maioria dos 675.996 policiais do país e especificamente aos quase 60 mil do Estado do Rio de Janeiro.

Desde 2002 estudamos as condições de vida, trabalho e saúde dos policiais civis e militares, na hipótese de que seu bem-estar contribui para a segurança da sociedade. A lógica do Estado democrático repousa sobre a coesão e a coerção social, e a polícia, no mundo inteiro, foi criada para manter esse equilíbrio. Sua missão é exercer o monopólio da violência física legítima em nome do Estado, substituindo a prática da justiça pelas próprias mãos.

A Constituição brasileira também atribui à polícia o nobre papel de proteger a sociedade, prevenir o crime e investigar os malfeitos que corroem a vida social. Apesar dessa missão indispensável, a polícia no Brasil sempre foi desprezada e cobrada mais do que deveria. Quando há um contexto conflituoso e convulsionado como o que ocorre desde junho de 2013, o endurecimento policial, cujo efeito funesto para a coesão social é conhecido, sempre acaba sendo reforçado. Poucos perguntam os motivos que provocam as desordens. Falta consciência de que ordem e desordem são coproduções, nas quais instituições de segurança têm papel tão importante como as populações com as quais se confrontam.

Policiais não são máquinas de produzir segurança: enfrentam situações de risco que os levam à morte e a lesionar-se em proporções muito mais altas do que a população civil; suas jornadas são exercidas em condições adversas e extenuantes; existe insuficiência de servidores para a quantidade de serviço; e seus equipamentos de trabalho e proteção pessoal muitas vezes são impróprios e inadequados.

Nossos estudos e outros mostram que a dignidade prévia de que os policiais se investem pelo papel essencial de poder de Estado não se sustenta quando inexistem condições suficientes para exercê-la. As pesquisas realçam o mal que lhes fazem a insatisfação, a ansiedade e a falta de reconhecimento. A impossibilidade de expressar e ver acolhido seu sofrimento acabam se transformando em adoecimento e comorbidades como problemas gastrintestinais, disfunções cardíacas, insônia, irritação, depressão e outros agravos físicos e mentais. Mas, mesmo enfrentando desvalorização profissional, a maioria gosta do que faz: seu papel social entranha tanto sua identidade que chega a definir o que são, como agem e como pensam.

Assim, contra os que colocam na conta dos policiais todos os problemas de segurança pública, minha intenção é suscitar uma reflexão social sobre a necessidade de reconhecimento do seu papel e do valor de sua contribuição. Policiais são homens e mulheres que, como nós, sofrem, amam, desejam, têm medo, mas arriscam sua vida para nos proteger.


MARIA CECÍLIA DE SOUZA MINAYO

Maria Cecilia de Souza Minayo é socióloga, Mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Doutora em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz, pesquisadora titular da Fundação Oswaldo Cruz, consultora do Ministério da Saúde, do Ministério da Justiça, do Ministério da Educação, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, da OPAS/OMS.

 

Consciência humana, por João Carlos da Costa

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Apesar de a população brasileira ser constituída de maioria negra e seus descendentes, o Brasil é considerado um dos mais preconceituosos do mundo. Um preconceito nem sempre visível, mas sentido por aqueles que o percebem pela forma verbal de tratamento, por olhares, preferências e atos de exclusão injustificados. São vozes singulares que se levantam a renegá-lo utilizando-se de subterfúgios para esconder  ou tentar imputar a outrem seus próprios sentimentos discriminatórios. Alguns alegam não existir, mas se não existe, como explicar então a preocupação de entidades governamentais e de outros setores em incentivar a prática de ações afirmativas mediante leis para proporcionar a igualdade de direitos, como a criação das cotas de inclusão do negro na sociedade?

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Inferno Carcerário - Rebelião na Delegacia do Jardim Botânico

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A situação está insustentável. Rebelião, presos, tentativas de fuga. As delegacias não comportam mais nenhuma alma sequer. Chegou a hora do estado assumir, de fato, a responsabilidade e executar a transferência dos detentos para o sistema prisional do estado, para a Seju. Aguardamos o cumprimento do plano de remoção dos presos das delegacias dentro do prazo estabelecido!!!

Presos de delegacia no Jardim Botânico fazem rebelião

A confusão feita pelos presos da carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), Jardim Botânico, pouco depois das 21h de ontem (18), chamou a atenção de toda a vizinhança. No lado de fora, junto à parede da delegacia, era possível ouvir claramente o “bate grade” dos detentos que ocupam as celas, com capacidade para menos de 20 pessoas. Os policias que estavam de plantão chamaram apoio do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), e duas equipes chegaram minutos antes das 22h ao distrito.

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Inferno Carcerário - Tentativa de Fuga em Umuarama

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Na manhã desta segunda-feira (18), por volta das 07:00 hrs, agentes de cadeia da SEJU, Secretaria de Segurança Pública registraram a fuga de sete presos. De acordo com informações que foram repassadas para a equipe do Umuarama 24 Horas,  por volta das 07:00 hrs  da manhã, os presos da galeria A, serraram as grades e  abriram um buraco no concreto que dá acesso à ventilação e ganharam a liberdade.

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CONVITE ALMOÇO DOS APOSENTADOS!!!

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Presos tentam fugir da cadeia de Fazenda Rio Grande

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O problema da superlotação carcerária e as constantes tentativas de fuga das delegacias do Paraná permanecem, quase ininterruptamente, em todo estado. Na última sexta-feira, 15, houve nova tentativa na delegacia de Fazenda Rio Grande, que mantém carceragem superlotada com 70 presos, em um espaço adequado apenas para 24 pessoas. Segundo informações de policiais civis da delegacia, os presos serraram as grades de uma das celas. Dois policiais faziam plantão, quando por volta das 23h30 perceberam uma movimentação estranha vindo da carceragem. Ao verificar a situação, encontraram um dos presos com metade do corpo pra fora da cela.

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Sinclapol notifica delegacias do interior sobre escolta ilegal

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Dirigentes do Sinclapol percorrem, desde o início da semana, vários municípios do interior do estado para monitorar as delegacias e notificar quanto à proibição da escolta ilegal de presos. Hoje, o presidente do sindicato, André Gutierrez, se reuniu com promotores e o juiz da comarca do município de Colorado, informando sobre a resolução da Seju, impedindo a escolta por parte da Polícia Civil.  Neste momento, os dirigentes do Sinclapol seguem para Nova Londrina, Luanda, Paranavaí e Nova Esperança, para expor e debater a normativa da escolta. O grupo retorna para Curitiba, nesta quinta-feira, 14, quando prossegue com as ações nas delegacias da capital e da Região Metropolitana.

 

Preso foge pelo telhado de delegacia em Imbituva e revela fragilidade das carceragens

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As delegacias de polícia no Paraná estão prestes à implodir por conta da superlotação carcerária e da falta de infraestrutura. Ontem, mais um caso chamou a atenção pela audácia do preso durante a fuga e pela precariedade das carceragens. As câmeras filmaram um dos presos fugindo, literalmente, pelo telhado do prédio da delegacia de Imbituva, no centro-sul do estado, após cerrar a tela e atravessar o solário da delegacia.

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